Porto Moniz a sorrir todo o ano.


Ilustres do Concelho

LIRA, Francisco Alexandrino da Costa

Francisco Alexandrino da Costa Lira foi um dos mais influentes homens do Concelho do Porto Moniz. Nascido na freguesia do Seixal em 1805, faleceu em Janeiro de 1877, com uma fortuna, calculada em 200 contos de réis. No seu testamento, deixou a terça de todos os bens direitos e acções a sua filha D. Maria da Conceição Lira, com a obrigação de fazer importantes legados no valor de 20 contos, entre os quais 400 000 réis a Asilo de Mendicidade do Funchal. Francisco Alexandrino foi um dos ardentes defensores da liberdade, e por amor a ela arriscou muitas vezes a vida, tomando parte em várias campanhas, contra D. Miguel. Foi um dos liberais que estiveram no cerco do Porto. Portanto, pelo menos dois homens do Seixal, ele e João Azevedo, deram o seu contributo para a vitória dos liberais. Contudo, Francisco Alexandrino, apesar do património que possuía, não se cobriu com a glória de João Azevedo, um rapaz de famílias humildes. Uma notícia sobre o Porto Moniz referia que a morte de Francisco Alexandrino fora ali recebida com muito sentimento, não só pelas principais pessoas da Vila como pelo povo, por ser um homem muito respeitado e geralmente estimado. Manuel Joaquim Gouveia, mandara dizer ali uma missa e uma prova da popularidade, foi que acudiram no acto religioso, mais de 600 pessoas.

"Era um homem rigoroso nos seus negócios, e muito laborioso. Dava sempre dinheiro a ganhar a todos os pobres deste concelho que precisavam de trabalho. A sua porta nunca se fechou aos infelizes, e ele era o primeiro a procura-los. Como amigo era dedicado e excessivo"

Em homenagem a este homem, ainda persiste uma placa designando Praça do Lyra o principal largo da Vila, Porto Moniz e uma pedra de cantaria encimando uma porta de um soberbo armazém no porto desta freguesia com a seguinte inscrição: "MANDADO FAZER/POR - F.A.C.L./- EM 1868-"

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COSTA, João Prim Garibaldi da

 

João Prim Garibaldi da Costa - Nasceu na freguesia do Porto Moniz e teve larga colaboração na imprensa do Funchal, tendo sido o correspondente de "O Jornal" quando deste periódico foi director o Dr. Luis Vieira de Castro. As suas crónicas eram em regra de crítica leve e análise da vida regional com um vago e original sabor irónico.
A sua prosa tem personalidade. Em 1916 publicou um volume: «Conferências da Associação Recreativa Portomonizense». A grande distância em que vivia, afastava-o do principal centro populacional da Madeira mas isso não lhe esmoreceu o gosto pela leitura nem impendiu que conservasse contacto com o movimento literário.
Talvez este facto mais o impeliu para as letras que constituiram a sua grande distração.

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PINTO, Deão João Joaquim

 

Dr. Deão João Joaquim Pinto - Era natural do Porto Moniz, onde nasceu em 1851. Formou-se em Teologia na Universidade de Coimbra, sendo em seguida convidado para Professor do seminário de Évora. Mais tarde veio para o Funchal, desempenhando o cargo e Vice-Reitor do Seminário Diocesano. Notabilizou-se como Jornalista e foi Redactor Principal do jornal - «Verdade». A sua erudição literária era vastíssima. Em 1894 publicou, dois magmíficos volumes: - «Documentos para o subsídio do estudo do Direito Civil Eclesiástico Português».
Seguidamente publicou outro estudo maravilhoso - «O Envagelho de S. Mateus»
Como escritor dispunha de magníficos dotes. A sua inteligência era na verdade brilhante.
Tinha apenas 68 anos quando faleceu no Funchal em 1919.

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COSTA, Lúcio Tolentino da

 

Dr. Lúcio Tolentino da Costa - Oficial-médico, formado pela Faculdade de Medicina de Lisboa, tinha uma boa cultura intelectual e os estudos zoológicos apaixonaram-no particularmente. Teve uma acção importante na política regional. Escrevia com facilidade e elegância, sendo orador fluente e eloquente. Nasceu no Porto Moniz mas foi para o Funchal muito novo, com o seu irmão o Dr. Fernando Tolentino da Costa, que na Junta Geral, teve uma grande actividade cultural e de protecção aos arvoredos das serranias. Em 1900 o Dr. Lúcio Tolentino publicou «Tratamento operatório da dacriocistite». Na imprensa regional teve também colaboração.

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